Por: Redação [Nome do Jornal] Data: 19 de Fevereiro de 2026
RIO DE JANEIRO – O que antes era restrito aos livros de ficção científica ou considerado um milagre impossível está se tornando realidade nos laboratórios da UFRJ. Sob a liderança da bióloga e professora Dra. Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, uma descoberta brasileira está reescrevendo os manuais de medicina: a cura para a paralisia causada por lesões medulares.
O “Andaime” da Vida
A protagonista dessa revolução é a Polilaminina. Diferente de tratamentos paliativos, essa proteína age como uma ponte biológica. Em pacientes com a medula rompida, o sinal elétrico do cérebro é interrompido. A substância criada pela Dra. Tatiana cria uma trilha que guia os neurônios, permitindo que eles se regenerem e voltem a se conectar.
Do Laboratório para a Vida Real
O caso de Bruno Drummond, que recuperou a capacidade de andar após uma lesão cervical completa, tornou-se o símbolo desta nova era. “Não é apenas sobre andar, é sobre a dignidade de retomar o controle sobre o próprio corpo”, afirmam especialistas que acompanham os testes.
Embora o tratamento tenha demonstrado eficácia impressionante em casos agudos (aplicados logo após o acidente), a equipe da Dra. Tatiana agora foca seus esforços em pacientes crônicos — aqueles que convivem com a paralisia há anos.
O Desafio da Escala
Aprovada para ensaios clínicos formais pela Anvisa em janeiro de 2026, a Polilaminina coloca o Brasil na vanguarda da biotecnologia mundial. No entanto, o desafio agora é o financiamento e a produção em larga escala através da parceria com o laboratório Cristália.
“A ciência brasileira é resiliente. O que estamos vendo aqui é o resultado de décadas de dedicação dentro de uma universidade pública”, afirma a Dra. Tatiana em conferências recentes.
A jornada para que o tratamento chegue a todos os hospitais do SUS ainda exige cautela e etapas burocráticas, mas para os milhares de brasileiros em cadeiras de rodas, o horizonte nunca pareceu tão promissor.
Destaques da Descoberta:
- Origem: Proteína sintetizada a partir da placenta humana.
- Mecanismo: Regeneração axonal (reconexão dos nervos).
- Instituição: Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.
- Status: Ensaios clínicos Fase 1 em andamento (2026).

